No presente momento em que escrevo esse texto, se passaram meia hora de que numa noite de segunda-feira, 22hrs, ipod no ouvido e skate no pé fui abordado por uma moto com duas pessoas. Agora sei que se trataria de um assalto. Levaram o ipod pois era tudo que tinha, pediam por celular, carteira, mas tudo que pude dar foi o ipod que sem enganar ninguém tinha seus fones pendurados na minha gola. O skate do meu irmão, presente gringo e apaixonante que ele deu a sí mesmo no seu período de intercâmbio na Austrália, serviu como arma estratégica na fuga da moto que com certeza não gostaria de ter sua placa lida. Rasparam o skate na direção contrária e me mandaram buscar, para assim dar o “pinote”.
Depois que o som das ruas tranquilas em que eu estava volta a silenciar, se forma o instante em que o turbilhão de idéias invade minha cabeça e como abelhas que procuram a colméia, um monte delas tentam entrar e fazer o seu papel. Um reflexo profundo é o que minha vida mereceria nesse momento, com base no que busco e no que acredito SER alguém. Ou algo.
A nova onda do meio da comunicação cibernética, o Twitter, veio aí como um site em que o barato seria dizer o que você está fazendo no momento, e assim seus “seguidores”, poderiam ficar sabendo do fato. Hoje ele é mais que isso, e eu me interessei em pegar essa onda e sentir qual é o motivo de tantos fazerem o mesmo, afinal só conhece mesmo quem experimenta. Hoje de tarde, no meu segundo dia de twitter comecei a usá-lo, e coincidentemente ( ahhh as conhecidências ) até comentei que hoje a noite meu desejo era de fazer esse “rolê”. Porém, a novidade que tenho agora a contar é : Acabo de ser assaltado!
Mas eaí, o que pensa o susto?
Puta mundo injusto?
É, infelizmente creio que a maioria das abordagens do fato, e talvez as mais naturais de um ser humano, seriam twitadas do tipo: “Fui assaltado, MERDA DE CIDADE.”, “Duas pessoas em cima de uma moto? Corre, fudeu!”, ou então “Não dá nem mais pra sair nas ruas dessa cidade =/”…
Bom… Já que hoje EU tenho um twitter, possuo esse humilde blog e creio que o grande barato dessa comunicação virtual em massa e desenfreada só seria um possível plantio de idéias mirabolantes, pensamentos dos mais diversificados culturalmente e conclusões mais coerentes em termos globais e conscientes, acho que nada mais decente que apresentar a vocês, o meu ponto de vista. E como eu tenho meus poucos 21 anos, e por experiência própria, começar a falar de “planos elevados de consciência”, “pensamentos que dão forma a realidade” inevitavelmente possam soar para alguns como perca de tempo , deixo meu ponto de vista como perguntas a serem feitas por cada leitor, para que possam ser respondidas a você mesmo ou a quem você pensa que é…
Perguntas que me trouxeram repostas que com certeza me possibilitaram e me presenteram com esse momento de paciência, que por consequência se fizeram nascer compreensões que por íncrível que possam ser, me pareçam prazerosas e arrisco até dizer dignas de quem canta em meios a novas composições que logo estarão navegando mp3rizamente: “São poucas as certezas da vida/ Mas sei que um dia você já sorriu/ é o amor a mais frequência que vibra/ é a luz que entra e faz a magia/ Mas existe a dor e ninguem pode negar/ e para todo o fim exista aonde começar/ quem enxerga o caos de um dia díficil/ deve saber que há outros pra continuar/ a viver pra cantar e pra ver/ com prazer o sol de maestro a tudo iluminar/ a bola rolando o céu transformando a esperança que ainda hojé vira/ A VERDADE SEMPRE CHEGA PRA AQUELE QUE NELA ACREDITAR.”
Deixando claro que para nenhuma das perguntas existe uma resposta correta ou dona da razão, e que a única razão mesmo é sábiamente de questionar, aqui vão as perguntas:
- Do que adiantaria a CONTINUIDADE do sentimento de raiva pela situação geral ?
- Qual é a verdadeira CONSEQUÊNCIA de se espalhar uma notícia de forma drámatica/trágica ?
- Qual seria a utilidade real de lamentar as preciosas utilidades do aparelho que agora já não te acompanha? ( Além de saber que de repente posteriormente vale a pena você ter um novamente? ).
- Num contexto “o seu presente é fruto do seu passado”, seria inteligente você se sentir OBSOLETO em qualquer hipótese sem o item agora furtado?
- Eai? Vou me alimentar do ódio ou do amor?
A única coisa que sei mesmo é que agora não tenho condições financeiras de comprar um, e sei também que novas maneiras de passar o tempo nos vai-e-vêns do busão vão me alimentar, pra quem sabe minha barrinha de habilidade da leitura, escrita ou desenho receber um merecido e talvez necessário upgrade.
Outra pegunta que me veio agora foi:
- Será que vai esfriar mais ainda amanhã ?!
A vida segue meu amigo…



